Sexta-feira, 22 de Junho de 2007

NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA:Tomatadas no Largo do Quintalão!

Os autores do blog www.sao-teotonio.blogspot. com / sao-teotonio.blogs.sapo.pt foram expostos à humilhação pública! Os São Teotonenses sentiram-se ultrajados com os recentes relatos publicados pelos blogueiros no seu conto inaugural.

 

A sentença realizou-se no Largo do Quintalão. Na falta de um pelourinho, as milícias populares aproveitaram o mastro ali colocado para as Festas de Junho. Os blogueiros foram então amarrados ao pelourinho improvisado e a população em fúria arremessou-lhes toneladas de tomates.

 

Quando foram convidados a retratarem-se e a retirarem de circulação os posts com comentários jocosos, os blogueiros afirmaram que iriam manter o texto e que o escárnio e maldizer é um paradigma da cultura local – logo nunca deveria ser censurado!

 

Que atire o primeiro tomate aquele que nunca foi maldizente!!!” gritavam os blogueiros ao tentarem acalmar a ira do povo!

 

Como os dissidentes teimam em reiterar novas publicações insidiosas, esperam-se novos desenlaces neste braço-de-ferro que ainda agora começou…
publicado por sao-teotonio às 20:47

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Como diz o Zé-povinho:“Obrigados, obrigados e muito obrigadossss”!

 

 

 

 

 

 

 

Agradecemos a todos os visitantes do nosso blog a paciência que tiveram em ler o primeiro conto que postámos! Sendo este um espaço aberto a todos os que queiram intervir, é com apreço que deixamos registados todos os comentários dos participantes. Aceitamos sugestões e ideias para novas histórias.

Salientamos porém que sendo este blog destinado a fantasiar e brincar com o quotidiano da nossa terra, vamos manter o nível! Serão excluídos todos os comentários ordinários contendo linguagem obscena!

Aos mais serenos e aos mais azedos fica o convite para seguirem os nossos enredos… Atrás de uns outros virão!

publicado por sao-teotonio às 20:26

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Terça-feira, 19 de Junho de 2007

Agora vamos lá falar a sério!

[lupa.jpg]

 

Estamos no ano de 2007 D.C. toda a Europa se encontra ocupada por uma casta dominante caucasiana, dolicocéfala, com compleição Nórdica, Faélica, Celta, Báltica, Lapónica, Dinárica, Alpina, Atlanto-Nórdica ou Atlanto-Mediterrânea, estatura média acima de 1,70 m, Q.I. médio acima de 120, letrada, maioritariamente cristã ou ateia, astuta, dinâmica, empreendedora… Toda a Europa? Não! Um pequeno País povoado pelos irredutíveis portugueses ainda resiste ao invasor. E a vida não é nada fácil para as guarnições de legionários da Finlândia, Noruega, Suécia, Inglaterra, Alemanha, Holanda… é que os portugueses desde a infância manifestam uma neurastenia crónica que os entorpece progressivamente. É neste País que encontramos uma espécie vulgarmente chamada de Cromo Lusitano, Caucasiano do tipo Mediterrânico, braquicéfalo, moreno, peludo, estatura média de 1.65 m, Q.I. médio abaixo de 90, iletrado ou vagamente alfabetizado, católico não praticante, néscio, preguiçoso e temeroso…

É na região de São Teotónio que se encontram alguns dos mais puros exemplares desta curiosa espécie. Exibem orgulhosamente a face trigueira coberta de pêlos… os machos com barba e bigode, as fêmeas com buço e soberbas sobrancelhas por vezes ligadas em “monocelha”. Os restantes pêlos corporais são exibidos pelos machos através de camisas abertas e mangas arregaçadas, donde reluzem relógios, cordões e pulseiras com berloques de índole religiosa ou pagã. No caso das fêmeas os pêlos são menos perceptíveis, contudo desde a infância recorrem à famosa gillette para fortalecer o folículo piloso, servindo-se de mini-saias, blusas de alças, biquínis e de todos os truques possíveis para ostentar a sua lanugem.

O gosto por adornos reluzentes é também uma particularidade desta raça, os machos recorrem também ao uso de anéis sob a forma de cachucho em mãos tratadas de modo a que o dedo mínimo tenha a unha comprida escrupulosamente cortada em forma de amêndoa. Já as fêmeas usam todo o tipo de adereços num mix de prateado e dourado e nos dedos costumam exibir todos os anéis que coleccionam ao longo da vida, as mais coquetes usam as unhas compridas pintadas com cores berrantes ou brancas “à francesa”.

Os estudos etnológicos apontam que o Cromo Lusitano Teotonense é um actor nato. Na infância quando obrigado a frequentar a escola finge que estuda, em adulto simula que trabalha. Em regra na adolescência emancipa-se iniciando a representação a tempo inteiro. Com o diploma do 9.º ano oferecido pelo Estado, começa a dedicar-se aos biscates na construção, no comércio e na lavoura, o seu objectivo é tornar-se patrão para não ter de esforçar-se a fingir que trabalha. As fêmeas têm de cuidar das crias e dos machos, contudo revelam-se bastante activas na verbalização – desde a aquisição da linguagem na mais tenra infância são iniciadas na arte do corte e costura por alcoviteiras diplomadas. Os machos também se dedicam a esta prática e quando lhes falta o ânimo, as fêmeas costumam atiçá-los, pois a cultura e a tradição oral devem ser preservadas.

Os exemplares com o estalão mais genuíno desta raça ancestral podem ser observados no Quintalão, sentados no banco da censura. O banco da censura é um lugar supremo da cultura teotonense, o ócio e a coscuvilhice misturam-se num monumento local. As fêmeas preferem alcovitar nas mercearias, nas ruas ou nos poiais. Sendo os cafés e pastelarias lugares de eleição de ambos os sexos para a expressão destas artes tão nobres.

É na adolescência que começa o acasalamento, nascendo as primeiras crias em regra quando os progenitores ainda não saíram da escola. Os primeiros contactos iniciam-se com o debute nos bailes da freguesia. Os jeans domingueiros, as peúgas pé-de-gesso, os ténis de marca, os cabelos com gel “penteados à man”, fazem saltar as hormonas das moçoilas também elas produzidas a preceito para a ocasião. Os rituais de acasalamento começam em recantos públicos pouco frequentados e sempre que a moça é fecundada inicia-se a fase de aceitação, em que o casal procura que a família de ambos se adapte a esta nova condição. De um modo geral esta fase gera algumas crispações, não é raro observarmos os patriarcas e as matriarcas – machos ou fêmeas alfa dominantes envolverem-se em disputas ou repudiarem o jovem casal. Nos clãs mais ortodoxos a jovem fêmea é agredida, expulsa do seio familiar e entregue à sua sorte pois o companheiro também tende a abandoná-la. Os mais hábeis recorrem facilmente à técnica do fingimento que desde a infância começam a dominar, é um período difícil e a aceitação da família é fundamental para que a cria nascitura possa sobreviver. Os estudos demonstram que a patranha mais eficaz passa por engraxar a família e marcar rapidamente o casório… ao fim de sete meses nasce o rebento prematuro.
Cada nascimento anima a comunidade que se amontoa na alcova do casal para “tirar as medidas” ao rebento. A vida social do jovem par torna-se cada vez mais animada e o baptizado da cria habilita o rebento a fazer a comunhão. Como bons católicos não praticantes, ao consumarem o ritual da comunhão saem do templo para só voltarem como convidados para cerimónias ou no dia do próprio casamento, fora essa excepções só regressam à igreja mortos e levados por alguém.

Em toda a Lusitânia se observa uma neurastenia generalizada… cientes desta sua peculiaridade os indivíduos dedicam-se a cultivar o maior divertimento nacional – ver televisão no sofá ou na cama. Entre os programas favoritos está o futebol, embora cansativo dá para fazer algum exercício gesticulando e vendo os jogadores estrangeiros a correr, porque os lusitanos buscam os habituais subterfúgios para enganar o árbitro. Já as fêmeas preferem as telenovelas com enredos simples que retratam a vida que elas tão bem conhecem. Sempre actualizados, os Cromos Lusitanos folheiam jornais e revistas com imagens grandes, e assistem aos noticiários que desfiam os constantes fiascos resultantes da natural inaptidão destes curiosos seres.

Os concursos e sorteios são um êxito neste pequeno território, o lucro fácil e a procura de sobreviver sem esforço, fazem do totoloto, do totobola, da raspadinha e do euro-milhões para os mais ambiciosos um verdadeiro fenómeno de culto. O Cromo Lusitano Teotonense inicia-se nestas jogatinas logo na infância, nos contratos na Páscoa a ver se açambarca uns bons pacotes de amêndoa, nos brindes dos cafés e nas rifas da quermesse.

Nos tempos livres o Cromo Lusitano Teotonense gosta de mandriar na praia, deitado e amolecido pelo sol, observa as garinas nativas e as “kamones” ou “estrangeras”, exibindo o seu característico bronzeado “à trolha” onde melanina escurece a pele nas áreas mais expostas pelo vestuário, coincidindo naturalmente com zonas de maior cobertura pilosa – a face, o pescoço, o peito e os braços. Já os machos mais idosos contentam-se com uma sesta à sombra do chaparro, indo à praia apenas no “vintenove” e tomando um banho de mar vestidos para não cansar muito como manda a tradição.

É no sul do rio Tejo que observamos os exemplares mais vagarosos, contudo o Cromo Lusitano Teotonense não reconhece esta sua característica. Julga-se astuto e trabalhador, não perdendo a oportunidade de avisar todos os que o desafiam gritando no dialecto local:
- “Sã Titóino nã drome!”.

A sonolência nesta raça aumenta com a idade, é nos exemplares mais idosos que encontramos os maiores índices de letargia. Em média o Cromo Lusitano tende a viver menos do que a casta europeia dominante. Para contrariar essa tendência, o Cromo Lusitano Teotonense procura aumentar a longevidade, ingerindo uma poção que afirma ser milagrosa logo pela manhã em jejum para “matar o bicho” – a aguardente de medronho preparada na região. É com esta potente poção que o cromo atinge o pico de rendimento da inércia, pois a sua ingestão fomenta o entorpecimento generalizado atingindo os membros superiores e inferiores, bloqueando o raciocínio e as fracas capacidades cognitivas. Entre os indivíduos mais jovens é comum o uso de novos tratamentos importados, como a cerveja, os shots, uns riscos de pó ou umas passas. Porém, as faixas etárias mais elevadas recorrem com mais frequência ao tratamento com a poção tradicional ou a um tintol bem aviado.

É na velhice que o Cromo Lusitano atinge a sua plenitude. A aposentação é o objectivo de uma vida, porque fingir que trabalha provoca um grande desgaste. Os mais ardilosos procuram antecipar a reforma, recorrendo a truques como auto-mutilação ou amputação entre outros, de modo a possuírem finalmente um atestado de incompetência para a realização de actividades laborais. Com a aposentação o Cromo Lusitano já não necessita de disfarçar o ócio, assume perante a sociedade essa especificidade do seu curioso carácter.

Ao conseguir a reforma, o Cromo lusitano Teotonense procura levar uma vida tranquila e sem sobressaltos, o medo da doença e da morte, levam-no a “jogar pelo seguro”. O problema não é a morte, mas sim a trabalheira que dá morrer! As doenças, os médicos, os exames, a farmácia, o hospital que fica para lá do sol-posto (neste caso do sol-nascente)… Se a morte teima em chegar e a doença não o larga os trabalhos são redobrados! Torna-se então católico praticante ou pelo menos mais assíduo! Faz promessas, confessa-se, manifesta arrependimentos por erros e pecados da juventude, implora benesses dos céus. Lembra que aprendeu na catequese que a morte é uma passagem para a vida eterna… VIDA ETERNA? Aiii!!! Isso é uma nova “trabalhera”, só de pensar nisso fica agastado… Ou será o descanso eterno? O descanso eterno já soa melhor! Começa então a frequentar todos os velórios e enterros para entender melhor este último estádio da vida que conhece, e apercebe-se que não parece nada mal. Reflecte então:
- “Enfim tudo acaba da melhor forma… deitado e a repousar! Mas afinal porque é que chora aquela gente que cá fica ?”.
publicado por sao-teotonio às 22:44

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Vamos colocar São Teotónio no mapa Internetiko!

 

Georeferênciação:

Planeta – Terra

Continente – Europeu

País – Portugal

Região – Alentejo

Zona – Sudoeste Alentejano

Concelho – Odemira

Freguesia – São Teotónio

Latitude: 37.511768370781354

Longitude: -8.707952499389648

publicado por sao-teotonio às 22:40

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